03/11/2019

Danças Clássicas Indianas: Kathakali - कथकली




O QUE É

É uma das oito danças clássicas indiana, e tal como as outras envolvem o sagrado. O Kathakali vem do Sul da Índia, mais precisamente do estado do Kerala, sendo o estilo de dança e forma teatral mais rica e popular da Índia, pois mistura dança, música e atuação e dramatiza histórias adaptadas dos épicos indianos. É o teatro sagrado.

O nome Kathakali se divide em: Katha: estória, e kali: jogo.

ORIGEM

Como dito, é originária do estado do Kerala, no extremo sul da Índia, sendo a maior manifestação cultural e tradicional daquele lugar.

Têm-se que, se originou por volta do século XVII, nos tribunais e teatros dos principados hindus, ao contrário de outras danças clássicas indianas que se desenvolveram principalmente nos templos hindus.

Inclusive nas esculturas do templo Mattancherry em Kerala, datado de aproximadamente do século XVI, são vistas cenas de dança que representam as posições básicas quadradas e retangulares, típicas de Kathakali.

Porém, é difícil datá-la corretamente por ser uma arte muito antiga, então muitos consideram que essa forma de dança clássica indiana, veio do templo e das artes folclóricas que aludem ao primeiro milênio antes ou depois de Cristo.

Assim, historiadores divergem quanto ao seu tempo. Uns datam o desenvolvimento da dança por volta dos séculos XVI e XVII, outros já o remontam a mais de 500 anos, e para outros ela tem bem mais de 1500 anos. Mas de uma coisa podemos ter certeza, é uma forma de arte muito antiga.

As partes integrantes básicas bem como as características distintas do Kathakali, podem ser procurados até o antigo texto sânscrito hindu chamado 'Natya Shastra', escrito pelo sábio Bharata Muni. Esse texto remete a diferentes teorias de danças clássicas indianas, que incluem teorias da dança tandava (dança divina de Shiva), posturas, passos básicos, bhava (emoções), rasa, modos de atuação e gestos.



A DANÇA/O TEATRO

Essa dança evoluiu de muitas outras formas teatrais (sociais e religiosas) existentes na região sul, como o Porattunatakam (forma teatral popular rural), o Padayani (dança folclórica tradicional e ritual), o Theyyam (ritual popular de adoração) e Mudiyettu (teatro tradicional e folclórico), quiçá Koodiyattam (forma de arte performática), Krishnanattam (drama sobre a história de Krishna), Ramanattam (drama sobre a história de Rama), Kalaripayattu (arte marcial), e Chakyar Koothu (monólogo de épicos hindus).

Uma performance de Kathakali, como todas as artes da dança clássica da Índia, combina música, coreografia, canto (com performance vocal tradicionalmente realizada em malaio e/ou sânscrito), gestos (manuais e faciais). Também incorpora movimentos das antigas artes marciais indianas e convenções atléticas predominantes no sul da Índia.

Os temas tradicionais dos Kathakalī são mitologias populares, lendas religiosas e conceitos espirituais dos épicos hindus e dos Puranas, os quais eram tradicionalmente realizados apenas por dançarinos, ou seja, só homens. Atualmente, também se adaptam histórias e peças ocidentais, como as de Shakespeare, e inclui-se mulheres na trupe.

Resultado de imagem para Govinda kathakali

Kathakali se distingue dos outros estilos de dança clássica, além do estilo, através da maquiagem, máscaras faciais e trajes exclusivos. E claramente, através dos movimentos, em nenhum outro estilo de dança o corpo inteiro é tão usado como no Kathakali. Desde os músculos faciais (sobrancelhas, das bolas oculares e das pálpebras) , dedos, mãos e pulsos. Mas tudo isso já está preestabelecido nas escrituras, inclusive o peso do corpo que tem que estar nas bordas externas dos pés, ligeiramente dobradas e curvas. 

O modo da dança é classificado em duas formas específicas no Natya Shastra, em nrita (é a dança pura que se concentra nos movimentos e gestos das mãos) e nritya (é a dança solo que evidencia as expressões). Combinados perfeitamente com os quatro aspectos do Abhinaya: angika , vachika, satvika e aharya, onde o dançarino através da hasta mudras (gestos das mãos) acompanha os padams (versos) cantados. 

REPERTÓRIO

O repertório é estruturado na forma de Attakatha (história de attam ou dança). O Attakatha são peças historicamente dos épicos hindus, como, por exemplo, o Bhagavata Purana (trata da devoção à Krishna), Mahabharata (o maior clássico da Índia, que nos mostra sobre o karma e dharma. Recomendo que leiam a respeito, ou assistam filmes e serie, é muito bom, eu adorei) e Ramayana (história do príncipe Rama).


Para o conjunto, os personagens são divididos em satvika (são os nobres, heróicos, generosos, refinados), rajasika e tamasika. 

A composição de uma apresentação de Kathakali, também pode ser classificada em teppu (momento realizado pelo próprio ator, e cada personagem tem o seu), chuttikuthu (a maquiagem) e uduthukettu (o uso das enormes saias). E tudo isso é uma etapa, a se seguir nessa ordem. 

Antes da apresentação uma lâmpada sustentada a óleo é colocada em frente ao palco e duas pessoas seguram uma cortina chamada Tirasseela no palco, cobrindo os principais dançarinos que se encontram atrás dela. 

A apresentação começa com o momento do kelikottu , é para chamar atenção da platéia, seguida pelo todayam, onde se invocam as bênçãos dos deuses. Depois, acontece o momento Kelikottu, a anunciação formal do início da apresentação a ser realizada, tambores e pratos são tocados por um tempo. Uma peça nritta conhecida como purappadu vem em sequência. Em seguida, durante a melappada os músicos e bateristas mantêm o palco entretido exibindo suas habilidades. Daí, acontece o Tiranokku, a estréia no palco de todos os personagens, com exceção do pacha ou minukku. Depois disso, a peça ou a cena específica escolhida começa.


Há também o Kalasams, sequências de dança pura, em que o ator se expressa com liberdade mostrando suas habilidade, com saltos, curvas rápidas, com coordenação rítmica, uma alegria de assistir. 

Tradicionalmente a peça começa ao anoitecer e é realizada ao amanhecer com intervalos e, às vezes, por várias noites. 

TRAJES

O espetáculo do Kathakali detem um complexo código de maquiagem, figurinos, máscaras faciais, trajes de cabeça e pintura de rosto com cores vibrantes, dentre todas as formas de dança clássica indiana. Eles são exclusivos, complementados com as performances, a música e as luzes, dão vida aos personagens. O “estatuto” de makeup seguido em Kathakali tipifica os personagens e seus atos, categorizando-os como deuses, deusas, santos, animais, demônios, entre outros. Essa classificação de personagens de acordo com Zarrilli reflete os três Gunas: sattva (bondade, virtuoso, harmonioso, construtivo), rajas (paixão, egoísta, dinâmica, ação, sem objetivo) e tamas (escuridão, crueldade, caótica).


São sete cores de maquiagem: o Pacca (cor verde), Minukku, Teppu, Kari (preto), Tati (vermelho), Payuppu e Katti. 
  • Um personagem com maquiagem Pacca e lábios de cores vivas (como coral, por exemplo) representam os deuses, sábios e nobres como Shiva, Krishna, Rama e Arjun.
  • Uma maquiagem Minukku, com cor laranja, de açafrão ou amarelo mostra as personagens femininas virtuosas e boas, como Sita e Panchali e também os sábios, monges.
  • Um personagem divino é representado por uma makeup de Vella Thadi com barba branca, como Hanuman. O estilo Thadi de makeup, tem três formas o chuvanna thadi (barba ruiva) , vellathadi (barba branca) e o karutha thadi (barba preta).
  • Personagens especiais como Jatayu e Garuda são adornados com uma maquiagem Teppu, enquanto Kari (preto) é para personagens caçadores e habitantes da floresta. O preto com manchas vermelhas é usado para representar demônios e personagens duvidosos.
  • Para os personagens maus como Ravana se usa a maquiagem Tati (vermelha). Se do tipo Kathi, representa os anti-heróis.
A junção das roupas e a maquiagem no Kathakali são para e projetar um efeito de super humano.


INSTRUMENTOS E MÚSICA

Uma performance de Kathakali inclui vários instrumentos Chenda (tipo um tambor) , Shankhu (espécie de concha), Maddalam (outra espécie de tambor) , Ilathalam (pratos em miniatura), Chengila (gongo) e Idakka (outra espécie de tambor, em forma de ampulheta). Todos eles auxiliam na execução correta da musica, que em regra é a tradicional sopana sangeet (uma forma de musica clássica desenvolvida no Kerala). Além da execução de hinos sânscritos, chamados de Ashtapadis.


A música no Kathakali também usa as ragas (modo de musica, na forma que envolve notas e escalas) e a tala (qualquer batida rítmica que mede o tempo musical) em conjunto com o bhava , a rasa e a dança (nritta e natya). 

Toda a música tem um papel significativo nessa forma de arte clássica, criando vários tons e exteriorizando o clima de uma cena específica. 

Alguns arranjos musicais: Cempata, que é usado em diferentes sequências, como durante o combate entre o bem e o mal e ao concluir uma cena; Atanta, usado em cenas de personagens divinos e virtuosos; Muri Atanta, durante atos heróicos, cômicos e alegres; Triputa, em cenas envolvendo professores e sábios; Pancari, durante cenas repugnantes; e Campa durante cenas de confronto, discussão, tensão e discórdia entre amantes. 

A voz dos artistas durante todo o ato expressa o temperamento de cada personagem. No caso de expressar raiva, o artista emitirá as linhas em tom alto e nítido, enquanto no caso de um apelo o ele usará um tom mais delicado e exausto. 

Para assistir várias vezes: 
No filme Chennai Express, Deepika Padukone e SRK dançam a musica, Kashmir Main Tu Kanyakumari com a participação de dançarinos de Kathakali, realizando uma performance, é bem divertida a musica, vejam:


Aqui tem um performance de Kathakali (das várias que existem no yt), que achei bem legal, e também é bem fácil de entender, espero que gostem:



Espero que tenham gostado!

Namaskar!


IMAGENS:
http://www.kathakali.net/_assets/images/Page%20Images/MAB_1218.jpg
https://www.culturalindia.net/iliimages/Kathakali-1.jpg
https://www.flickr.com/photos/yakshagana/3643854759
https://www.keralatourism.org/images/picture/large/Duryodhanavadham_Kathakali_2265.jpg
https://www.tkm.ch/wp-content/uploads/Tiranokku-702x700.jpg
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/20/Kathakali_Female_Character_BNC.jpg/400px-Kathakali_Female_Character_BNC.jpg
http://kathakars.blogspot.com/2011/01/importance-of-costume-and-makeup.html
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/c/c0/Kathakali_Vadyamelam.jpg/800px-Kathakali_Vadyamelam.jpg

27/10/2019

Danças Clássicas Indianas: Odissi - ओडिसी




O QUE É

O Odissi ou Orissi é uma das formas de dança clássica da Índia. É uma dança ritual da região leste da Índia, em que se expressam as histórias religiosas, idéias espirituais e outras tradições relacionadas aos deuses hindus, com movimentos de corpo, expressões e gestos.

Tem seu fundamento no texto sânscrito do Natya Shastra (texto sobre as artes performáticas atribuído à Bharata Muni). 


ORIGEM

Tem-se que se originou por volta do século I ou II a.C., nos templos hindus de Odisha, como no Templo do Sol em Konarak, o Nata mandir (Nata mandapa) (que significa Templo da Dança), onde estão esculpidos os movimentos básicos da dança.


Lá ela era realizada exclusivamente pelas dançarinas dos templos, as Maharis, que viviam e dedicavam-se ao serviço interno dos templos, as devadasis. Isso, até meados do século XVI ou XVII, quando chegaram os homens para substituí-las, então eles se vestiam de mulheres e eram conhecidos como Gotipuas, daí a dança se expandiu dos templos para as “ruas” e para as cortes.


HISTÓRIA

A história da dança Odissi, tem quase 2 mil anos. As raízes do Odissi vem do Natya Shastra, dito acima, que divide a dança basicamente no Nrita e Nritya. Nos tempos remotos, foi realizado predominantemente por mulheres, na antiguidade, mas a sua tradição acabou enfraquecendo durante a era de “regime islâmico”, e foi suprimido durante o período britânico na Índia, fazendo com que passasse a ser executado também por homens, que foram substituir as dançarinas (Maharis).


Diversos locais na Índia remontam às raízes do Odissi, como os sítios arqueológicos hindus, budistas e jainistas, as cavernas como as de Alatgiri, Ratnagiri e Lalitgiri, os templos de Puri, Konarak e Bhubaneswar, que retratam ícones budistas, como Marichi, Vajravarahi e Haruka nas esculturas e entalhes de musica e da dança, remetendo à prática do Odissi no passado. 

Mas, infelizmente, durante a era Mughal, vários desses e outros locais em que se praticava o Odissi, foram invadidos por sultões, sendo saqueados, e destruídos como o templo de Jagannath em Puri, afetando negativamente não só a evolução do Odissi, como o desenvolvimento de todas as formas de artes e a liberdade dos artistas. O pouco que conseguiu sobreviver, foi devido ao patrocínio de alguns monarcas hindus, que consequentemente tornou as danças dos templos (algo tido como sagrado) em entretenimento da corte.

Quando ainda estava se “reerguendo”, já com a expansão, começou a participação dos homens, os Gotipuas. 

Algum tempo depois, veio o domínio britânico sobre a Índia, por volta do século XIX, declinando novamente a prática do Odissi, e outras formas de dança clássica, que tiveram de se submeter à diversão dos britânicos (algo totalmente averso aos seus objetivos) e o desprezo dos missionários cristãos, perdendo todo o seu brilho e magnitude original.


Com isso, houveram determinações para proibir a prática da dança em qualquer lugar que fosse, inclusive nos próprios templos hindus. Os dançarinos sem apoio caíram em desgraça, pois aquilo era a sua vida!

Mas, finalmente no início do século XX, a comunidade indiana não mediu esforços para reavivar sua cultura e tradição, revivendo as danças clássicas. E conseguiram!!

Mas a dança não deixou de sofrer influências. No passar dos tempos, com a independência da Índia, a sua prática passou por revitalização, reconstrução e expansão.



A DANÇA

A dança Odissi é toda estruturada de forma sinuosa e não linear, caracterizada pela harmonia de opostos e fluidez de movimentos, chamados de Bhangas, realizados através de duas posições básicas, o chowka e tribhanga, (símbolo das energias masculina e feminina). 

O chowka (que simboliza o Senhor Jagannath) é a energia masculina, distinto por uma postura mais rígida, que distribui a força entre os dois lados do corpo, igualmente. Já o Ttribhanga, é a energia feminina. A dançarina molda seu corpo como um "S", realizando movimentos sinuosos, porém demarcados. Eles envolvem três fontes de expressão (tribhangi) cabeça, busto e tronco, que é o que a diferencia das outras danças.


O repertório de desenvolvimento da dança inclui o Nrita, Nritya, Natya e Moksha. A Nritta, é composta apenas de movimentos; a Nritya, conta a história pelos movimentos, neste caso, cada expressão facial e cada movimento dos olhos têm um significado diferente, expressando diversos estados de alma (bhava); o Natya é a dramatização e; o Moksha, é liberdade de alma e libertação espiritual.

Ao se iniciar a dança, ocorre uma invocação à Mangalacharana, seguida pela oferenda de flores (Pushpanjali) e a saudação à mãe terra (Bhumi Pranam). Depois ocorre o Batu ou Batuka Bhairava ou Battu Nrutya ou Sthayee Nrutya, que é dança pura ou nritta dedicada para o Lord Shiva, apenas em música rítmica. 

A seguir, ocorre o Nritya ou Abhinaya para comunicar uma história, canção, peças religiosas ou poesia através de gestos de mão ou mudras, emoções ou bhavas e movimentos dos olhos e do corpo. A próxima é a natya.

As Maharis, tinham um treinamento rigoroso desde cedo para realizarem a dança nos templos, para elucidar os poemas espirituais e peças religiosas. 

FORMAS/ESTILOS:

Na prática tradicional da dança Odissi, há dois estilos principais, o feminino, executado pelas mulheres, focado no espiritual, tal como faziam as maharis no templo. E, o estilo masculino, o aperfeiçoamento do estilo das mulheres, em que inclui-se movimentos atléticos e acrobáticos, que nos tempos passados eram realizados nas ocasiões festivas dos templos e para o entretenimento do público (e até hoje).

Já o “Odissi Moderno”, apresenta uma gama diversificada nas suas apresentações, com fusão de culturas e temas, realizados em peças de teatro, por exemplo. Temos como exemplo dessa forma moderna da prática do Odissi esse vídeo abaixo, em que as dançarinas executam a musica do Ed Sheeran, (achei lindo demais!!)


E também pra quem não sabe, ou não é da época, no clipe Black or White do Michael Jackson, aparece dançarina Odissi:



A MÚSICA

A música executa para a prática do Odissi é baseada em ragas (um conjunto de notas, escalas e normas que fazem a melodia), sendo as principais ragas: Shokabaradi, Karnata, Bhairavee, Dhanashri, Panchama, Shree Gowda, Nata, Baradi e Kalyana. 

Ainda, a música é dividida em quatro classes: Dhruvapada (a primeira linha cantada repetidamente), Chitrapada (o arranjo das palavras em estilo alternativo), Chitrakala (a expressão da arte, em si) e Panchal

INSTRUMENTOS:

Os instrumentos musicais incluem: tabla, pakhawaj, harmônio, címbalos, violino, flauta, cítara e o swarmandal.



ROUPAS E JÓIAS

As dançarinas usam sari de cores vivas como o laranja, roxo, vermelho ou verde, geralmente em seda, com desenhos tradicionais e locais, como o Bomkai Saree e o Sambalpuri Saree. Na parte da frente do sari há pregas ou um tecido plissado separado, costurado na frente para que haja a flexibilidade dos movimentos.

As jóias de prata em filigrana (tarakasi) adornam suas cabeças(mathami), orelhas (kapa), pescoço, braços (bajuband/bahichudi) e pulsos (kankana). Na testa se usa o tikka, ou allaka. Na cintura é amarrado um cinto todo trabalhado. Nos tornozelos, vem as tornozeleiras (ghunghru) feitas de tiras de couro com pequenos sinos metálicos presos.


Os pés e palmas das mãos são pintados com alta (corante vermelho), e os olhos são marcados com Kajal, para deixar os movimentos oculares mais visíveis. E finalmente o cabelo, é preso em coque, adornado com Seenthi. 


Já os dançarinos, usam dhoti, dobrado na frente e enfiado entre as pernas que cobrem a parte inferior do corpo da cintura, enquanto a parte superior do corpo permanece nua. Um cinto adorna sua cintura.


Espero que tenham gostado!

Namaskar!



IMAGENS:
https://bahamabhava.tumblr.com/image/120184833517
https://www.epochtimes.com.br/wp-content/uploads/2014/01/cr-templo_do_sol_em-konark-01.jpg
https://i1.wp.com/deepamodissi.com/wp-content/uploads/2015/07/101030sujatamohapatra004-l.jpg?ssl=1
https://i.pinimg.com/564x/ee/0e/cd/ee0ecd1186bce990c41c2b9066eeed60.jpg
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Odissi#/media/File:Shrinika_performing_Abhinaya_(Kede_Chhanda_Janilu_Tuhi).jpg
https://ruthrhiannon.files.wordpress.com/2014/05/img_4760xxx.jpg
https://www.bhubaneswarbuzz.com/wp-content/uploads/2015/04/odissi-in-michael-jackson-bhubaneswar-buzz1.jpg
https://cdn.shopify.com/s/files/1/0657/6821/products/Bajaao_Pakhawaj__50f531fea10af_3_044add14-59f5-4e81-a4db-19391dc02fa9_413x@3x.progressive.jpeg
https://i.pinimg.com/564x/24/f5/a8/24f5a89befabdd7a118261ed60b9dc11.jpg
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh21tzklV7KiOI04xRxkzEdJNJbBrD8YxaX6NPudnwRY5L9DijvCHxRbWzkmWkb4cE4ukD0LtrCcYD4vjFD_FHC-gXACMTrpMsiT8vfXs4jmU1eUsDq0GeCYUesIZgZLY16Lx76Nh-KJDhA/s1600/od+4.jpg

26/01/2019

हैप्पी गणतंत्र दिवस

FELIZ DIA DA REPÚBLICA DA ÍNDIA!



Namaste!

15/08/2016

DIA DA INDEPENDÊNCIA

स्वतंत्रता दिवस



É feriado nacional comemorado na Índia em 15 de Agosto, que relembra quando o país se tornou independente (dos Britânicos) em 1947. São 70 anos de Independência.

24/07/2016

Danças Clássicas Indianas: Kathak - कथक

O QUE É

É uma das formas de Dança Clássica Indiana, oriunda do Norte da Índia. É a junção de teatro, música instrumental, vocal e o uso de gestos e movimentos estilizados para representar a história contada.

A palavra kathak vem do sânscrito Katha que quer dizer história e katthaka que quer dizer aquele que conta histórias.


ORIGEM

Origina-se no Norte da Índia, com os bardos nômades, kathaks ou contadores de histórias que atuavam (contavam as histórias mitológicas e das escrituras sagradas indianas) nas praças e pátios de templos.

Como já disse, a palavra Kathak (contador de história) deriva de ‘katha’ que significa história, logo sua origem deriva da tradição de contar histórias.


HISTORIA

O Kathak, surgiu através dos nômades/peregrinos antigos que interpretavam os contos mitológicos de épicos indianos, nos pátios dos templos. Estes nômades eram conhecidos por kathakars ou bardos, e costumavam recitar os contos sob o acompanhamento de música, mímica e dança. Eles iam de aldeia em aldeia contando as histórias, e sobreviviam da ajuda dos governantes locais das aldeias em que iam. 

O Kathak nessa época era como uma expressão de devoção dedicada aos deuses hindus. E depois isso mudou.

Com a "invasão" árabe, a chegada da era mughal, os nababos muçulmanos, a influência do persa, governantes medievais, o Kathak sofreu grandes modificações. Ele foi movido dos templos para as cortes desses novos e grandes poderosos governantes.  Esses tinham grande preocupação com entretenimento, então o Kathak se desenvolveu para uma nova arte, assumiu-se como uma forma de entretenimento que era privativa das cortes e palácios. Sob o patrocínio dos governantes, uma classe de dançarinas e cortesãs, surgiram para entreter os palácios e tribunais.

Durante a era medieval o Kathak se tornou parte integrante da cultura da corte, absorvendo as influências islâmicas, emergindo como arte clássica, após o Império Britânico na Índia. Tudo isso estabeleceu de vez o Kathak como uma forma de arte clássica do que entretenimento colonial.

Com isto, na época, surgiram duas gharanas (escolas) principais, nascidas nas cortes reais: a gharana de Lucknow (influenciada pela cultura Awadh) e a gharana de Jaipur (influenciada pelo culto a Krishna).

A sua forma originária era muito semelhante à forma de dança Bharatnatyam. Hoje, sua forma atual contem os vestígios históricos iniciais, das danças e rituais de templos com a influência do movimento Bhakti, com a absorção de características da dança persa, da Ásia Central, que foram trazidos pela corte mughal no passado.


MUSICA

A música usada nas performances do kathak é a música hindustani. 


DANÇA

A dança exige dos dançarinos expressões bem delicadas, existe uma quantidade de movimentos sutis das sobrancelhas, por exemplo. A emoção é transmitida através das expressões dos olhos e do rosto. E não podendo esquecer das batidas "fortes" com o pé no chão. O nível alto do Kathak é quando o dançarino consegue, fazer um solo tradicional.

Os dançarinos geralmente se comunicam com o seu público/platéia, e estes devem estar bem atentos para pegar todos os detalhes dos movimentos e conseguir ver o que o dançarino quer mostrar.

Pode ser dançada por homens e mulheres.

Elementos do Kathak:

Tayari - O virtuosismo da técnica e das competências adquiridas através da formação e prática sistemática.
Layakari - A compreensão profunda e versatilidade de ritmo e tempo.
Khubsurti & Nazakat - A estética da forma de arte e a sutileza refinada de expressão e de evocar a emoção.
Nritta - Exercícios de movimento, básico bátida do pé, transformação dos chakras, padrões rítmicos, recitação da dança, versos.
Nritya - Gestos interpretativo, expressão e canto de canções tradicionais e poemas.
Natya - A arte de contar histórias, os nove sentimentos (nava rasa), e trabalhando com energias.

INSTRUMENTOS

Os mais comuns são o sitar acompanhado de um par de tablas, mas também podem aparecer o sarod, o pakhawaj, o sarangi, a tambura e o harmônio, o bansuri, o dilruba, o esraj, o ghungharu, o santur, o surmandal.


GRANDES NOMES

Uma Sharma: dançarina, coreógrafa e professora de Kathak. Foi a bailarina mais jovem a ser receber o Padma Shri, concedido pelo Governo da Índia. Já se apresentou em países como Nova Zelândia, Austrália, EUA, Canadá, Japão e China. Foi estudante de Pandit Sunder Prasad, da gharana de Jaipur. Dirige a sua própria Escola de Música e Dança na capital da Índia.

Pandit Birju Maharaj: é principal dançarino da gharana de Lucknow. Sua familia é lendária em dançarinos de Kathak. Aos 13 já dava algumas aulas de Kathak, antes de abrir sua própria escola. Além de dançar ele também ja compôs, coreografou e ate cantou. A musica Kaahe Chhed Mohe de Devdas (2002) foi ele quem coreografou, também coreografou Umrao Jaan e Bajirao Mastani.

BOLLYWOOD

Assim como outras danças, o Kathak também já foi representado nos longas de bolly, os mais conhecidos são: Dil To Pagal Hai (uma sequencia onde SRK toca tambores, bateria e Madhuri dança o Kathak), Aaja Nachle (O Re Piya), Dedh Ishqiya (Jagaave Saari Raina), Jeet (Saanson Ki Mala).

Observação: Não se deve confundir Kathak com Mujra. Vi pesquisando que mutos colocavam o Kathak e Mujra como a mesma coisa, por serem as vezes parecidos pelas cenas dos filmes (na dança ou pela roupa), em um video que vi estava escrito "Bollywood Mujra (Kathak)", não tá certo pois são formas diferentes.



(IMAGENS RETIRADAS DA INTERNET)

Espero que tenham gostado!

Namaste!

10/07/2016

Danças Clássicas Indianas: Kuchipudi - कुचिपुड़ी

O QUE É:

O Kuchipudi, é uma das principais formas de dança clássica da Índia. Apresenta uma união de diversos elementos, como yoga e teatro. É bastante tradicional no estado do sudeste indiano de Andhra Pradesh (onde começou). É conhecido por seus movimentos graciosos e sua forte narrativa personagens e drama.

ORIGEM:

O Kuchipudi surgiu na aldeia Kuchelapuram, perto de Vijaywada, no estado de Andra Pradesh (na vila Kuchipudi, distrito de Krishna), no sul da Índia.

O nome Kuchipudi, deriva da aldeia de Kuchelapuram.


HISTÓRIA:

Sua história começa nos teatros e templos, e foi crescendo como uma forma dramática de dança durante centenas de anos. Por algum tempo, Kuchipudi só foi executado por dançarinos nos templos e também em certos festivais auspiciosos religiosos e outros.

Foi tida em alta estima pelas regras do Deccan, por exemplo, Tana Shah em 1678 concedeu as terras ao redor de Kuchipudi, aos brâmanes que soubessem executar a dança. Ou seja, sempre foi muito valorizada.

Ela cresceu a partir o século VII d. C., mas só se consolidou no século XVII, pelo advento do movimento Bhakti, sob o comando de Siddhendra Yogi (já outros dizem que foi no século 14 que já se consolidou), dando uma nova direção ao estilo. Inicialmente, era executado somente por dançarinos homens em apresentações coletivas de caráter teatral. Apenas no séc. XX passou a ser praticado por mulheres e aproximou-se mais do universo das danças indianas, onde alcançou seu auge.

Nos tempos modernos (hoje), o Kuchipudi está muito diferente do que quando surgiu/era.


A DANÇA:

Como nas outras danças que tem suas marcações e poses, o Kuchipudi é marcado por poses esculturais, giros, pulos e pela agilidade, graciosos movimentos do corpo e gestos com as mãos. É uma forma de dança que requer muito equilíbrio, graça e potência, rapidez e sensualidade, e também uma selvageria (tudo vai depender do que esta sendo contado e o que o dançarino quer passar).

Essas marcações todas se devem aos temas que são originados das escrituras e mitologia Hindu.

Uma execução de resistência do Kuchipudi é o Taragam, executado sobre um prato de cobre e com um pote de água na cabeça. Este número tem um significado espiritual para os praticantes: “Assim como o dançarino move-se no palco indiferente às dificuldades, do mesmo modo nós devemos nos mover em nossas vidas indiferentes aos problemas e preocupações".

Kuchipudi, emprega o Lasya, Thandava e Abinaya com o propósito de interpretação do Slokas. Também inclui Samyutha, Asamyutha Hasthas, Karana, Chari, Angahara, Mandala, Nrutha Hasthas etc. É a única forma de dança que faz o uso de quatro Abhinayas (Angika, Vachika, Aaharya e Satvica) juntos (que nem o Bharatanatyam com os mudras...).

Difere do BHARATANATYAM, por seus movimentos graciosos e sua forte narrativa com o personagem dramático, é uma dança cintilante realizada com graça e movimentos fluidos.

O dançado hoje em dia adquiriu sua forma no século 20.

 
DANÇARINOS:

O intérprete é treinado não só para dançar, mas também para transmitir o diálogo intenso com expressões faciais e com o canto, onde a história é contada.

Inicialmente, como já disse, os dançarinos eram homens depois passou a ser praticado por mulheres. Então os papeis femininos, antes da entrada das mulheres, eram feitos pelos dançarinos/homens mais bonitos, novos, e que tivessem traços delicados.

Para dominar esta dança e apresentá-la em níveis altos, onde o dançarino vai conseguir transmitir facilmente o Bhava (emoções), um dançarino que já tenha alguma base, não levaria menos de 10 anos. O bailarino não só dança a música de fundo tradicional, mas também age com gestos, bem como palavras.

Para começar a aprendê-lo não tem idade, a base se aprende de 4 a 5 meses, dependendo da velocidade do aprendizado do aluno e em 6 anos totais está “completo”.



ROUPAS:

Um de seus requisitos é o traje, joias e maquiagem em harmonia para projetar a graça e fluidez no palco.

Na maquiagem pode haver: altha (pintura das mãos e pés), sindoor, kumkum, bindi, lápis de olho preto, sombra, pó facial com as cores sendo mais claras do que a cor da pele do personagem/dançarino.

As joias exóticas tem estilos que coincidem com o traje ao adicionar brilho .

A roupa em si geralmente é quase toda branca com bordas de ouro com duas linhas padrões com trabalho em zari criado de diversas cores. E ainda tem uma longa prega no centro (na parte de baixo – saia/calça) com uma borda e um katcham em volta.


INSTRUMENTOS:

Kanjira

Manjira

Mridangam

SaraswatiVina (South Indian Vina)

Surpeti

Tanpura

Venu

Violin



GRANDES NOMES:

No pioneirismo do Kuchipudi está Siddhendra Yogi. Pela modernização do Kuchupudi, foram responsáveis os dançarinos populares Vedantam Lakshmi Narayana Sastry, Chinta Krishnamurthy, Tadepalli Perayya, Vempati Chinna Satyam, CR Acharyalu, e Dr. Nataraja Ramakrishna que ajudaram a expandir a dança. Com a sua “reforma”, que inclui mulheres nessa dança também, se reconhece nomes como Raja & Radha Reddy, Bhavana Reddy, Yamini Reddy e Kaushalya Reddy.


VÍDEO:

VEJA AQUI UMA APRESENTAÇÃO DE KUCHIPUDI: https://www.youtube.com/watch?v=D1bcjenN6Uc

22/05/2016

Danças Clássicas Indianas: Bharatanatyam

Namaste!
Hoje começa a série de posts sobre as danças clássicas indianas. Aquelas mais antigas por onde a Índia é bem conhecida.
O primeiro pra estrear é o Bharatanatyam, a mais famosa de todas!
Vamos saber mais sobre essa dança que vem lá do tempo da monarquia indiana.

É uma das várias formas/estilo de dança clássica indiana (as outras principais são Kuchipudi, Kathak, Kathakali, Manipur e Odissi), praticamente a principal. É mais popular nos estados do sul indiano de Tamil Nadu e Karnataka.

A palavra Bharatanatyam como nome desse estilo de dança, é recente vem do século XX pra cá. Os originais nomes do Bharatanatyam foram Sadir, Dasi Attam e Chinnamelan. A palavra em si tem 4 significados que chega a um só: "Bha vam", que significa expressão, "gam ra", que significa música, "ta lam", que significa ritmo e "natyam" significando de dança. A também possível origem do nome vem de Bharata Muni (à quem Brahma revelou esta dança – vocês vão entender mais pra frente o porque).

Ela surgiu/tem origem, no Sul da Índia, no estado de Tamil Nadu, mais precisamente em seus templos, através dos dançarinos dos templos chamados Devadasis (Devadasis também pode ser o estilo que eles dançavam que futuramente entrou em desuso). Enfim era a arte dos dançarinos dos templos.
Mas também se acredita que a dança do Bharatanatyam foi revelado pelo Senhor Brahma à um sábio famoso, Bharata Muni, que retratou a dança no texto sânscrito Natya Shastra (tenho pra mim, que no caso essa foi a revelação de uma nova forma de executar a dança).

Com o passar dos tempos a dança/execução do Bharatanatyam foi tendo vários “estilos”. O inicial como já falei era o dançado nos templo pelos Devadasis, que também foi “adaptado”, para se dançar nos salões dos grandes monarcas (Marajás). Ao longo do tempo a dança evoluiu por meio de Poniah Pillai de Tanjore e seus irmãos, chegando no que está hoje.
A dança do Bharatanatyam é caracterizada por envolver linhas geometricamente perfeitas, por voltas e saltos e batidas dos pés que marcam os ritmos complexos. Também é uma dança conhecida por sua benevolência, elegância, pureza, sensibilidade, expressão e poses de esculturas.
Um "programa" de Bharatanatyam geralmente dura duas horas sem interrupção e inclui uma lista específica de procedimentos (que vou explicar pra frente), realizados pelo dançarino, que não deixa o palco ou muda sua roupa. Por sua longa e detalhada execução, o aprendiz de Bharatanatyam leva geralmente muitos anos de aprendizado antes de fazer sua estreia (arangetram).
Geralmente as performances são solos, e por envolver muitos personagens, a dançarina os assume/representa alternando os papéis através da volta rápida no círculo e cria uma história que pode ser facilmente seguida. Se compreende os personagens representados, através da narrativa das musicas e das expressões, onde entra o Abhinaya.
O Abhinaya é as expressões do rosto e dos olhos, acompanhados pelos mudras e yantras. É ele que ajuda na interpretação e narração da história contada através da dança. Existem 4 tipos de abhinaya na dança: Anghika - movimentos físicos ou corporais, Vachika - a música sendo tocada, a poesia, Aaharya - ornamentação do personagem, por exemplo joias, traje, Satvika - movimentos involuntários, por exemplo tremendo, quebra de voz, as lágrimas. (ou seja esses dançarinos são verdadeiros atores na nata da interpretação mesmo).
Para uma ótima execução, o Bharatanatyam tem três elementos/divisões distintos: Nirutham, Niruthiyam e Natyam. Nirutham é a dança pura, sem emoções, expressões ou sahityam, é os movimentos rítmicos da dança (Nritta).
Niruthiyam, tem o sahityam, emoções, expressões e demonstra um significado. Envolve todos os tipos de Abhinaya. Pode ser visto como um tipo de narração de histórias, usando gestos e emoções (Nritya – combinação de Nritya e Natya).
Natyam, é quando um Nirutham e Niruthiyam são combinadas com música de fundo. O bailarino vai contar uma história através da dança e da música (Natya).
Como já disse a execução/desempenho do Bharatanatyam, tem uma série de exigências. Para uma apresentação completa são necessários (aqui estão alguns):  Alaripu - uma espécie de invocação aos deuses para abençoar o desempenho, feita pelo dançarino; Kavuthuvam – (é uma exigência antiga) realizado no início do recital, contendo sílabas rítmicas cantadas por jathis; Ganapati Vandana – tradicional oração de abertura, à Ganesh, para remover obstáculos; Todayamangalam - dança pra dar partida, que mostrar respeito para com o deus. Um belo exemplo de uma todayamangalam é "Jayajankaki Ramana"; Jatiswaram ou Jathiswaram -  dança abstrata onde os tambores definem a batida. Aqui o dançarino mostra sua versatilidade na batida do pé, com movimentos graciosos e elaborados do corpo. Traz três aspectos da dança: a unidade de música, ritmo e movimentos; Shabdam – descreve a história ou poema através dos movimentos graciosos;  Varnam – a parte central. Seção da dança pontuada com os movimentos mais complexos e difíceis. Posição das mãos e corpo contam uma história, normalmente de amor e o desejo do amante; Padam - parte lírica onde o dançarino fala de algum aspecto do amor: a devoção ao Ser Supremo; ou do amor de mãe para filho...; Stuti - hino em louvor de uma divindade; Koothu – parte que executa grande quantidade de elementos dramáticos; Javali – é tipo abhinaya. O tema subjacente de Javalis é Sringara Rasa que descreve a bhava Nayaka-Nayaki; Tillana - seção final. Dança pura (nirutham) refletido na batida dos pés, complexo, e com poses cativantes do dançarino.

Entre outros itens, toda apresentação, termina com a recitação de alguns versos religiosos como uma forma de bênção.
 
Também são exigências ao dançarino de Bharatanatyam, ter os “10 fundamentos do dançarino”: Javaha (agilidade), Sthirathvam (estabilidade), Rekha (linhas graciosas), Bhramari ( equilíbrio nas piruetas), Drishti (vista), Shramaha (trabalho duro), Medha (inteligência), Shraddha (devoção), Vacho (bom discurso), e Geetam (canto).

Também para todo bom desempenho, entram as roupas, joias, musica, conjunto, idioma.
Jóias - dançarinos usam tornozeleiras feitos de corda ou couro com linhas de cobre (tradicionalmente tem sino/guizos na tornozeleira); Traje - o traje original não cobrem a maioria dos corpos dos bailarinos. Existem diversas variedades de trajes Bharatanatyam, que não restringem os movimentos dos bailarinos; Música - a música que acompanha é o carnatic estilo do sul da Índia; Conjunto - mridangam (tambor), nagaswaram (chifre longo cachimbo feito de uma madeira preta), a flauta, violino e veena (instrumento de corda, tradicionalmente associada a Saraswati, a deusa hindu das artes e da aprendizagem); Idioma - são tradicionalmente usados o Tamil, Telugu, Kannada e Sânscrito.
Muitas das antigas esculturas dos templos hindus, são baseadas em  posturas de Bharatanatyam. Na verdade, são os bailarinos celestes, apsaras, que são retratados em muitas escrituras que dançam, é a versão celestial do que é conhecido na terra como Bharatanatyam. Então, logo, o Bharatanatyam é a manifestação da antiga ideia da celebração do universo eterno, através da celebração da beleza do corpo material. Na mitologia hindu todo o universo é a dança do dançarino Supremo, Nataraja (Lord Shiva).
 
 

Shiva em sua forma de Nataraja é considerado o Deus desta dança.
 Grandes nomes: 
 

Rukmini Devi: vai pra ela os créditos de revitalizar e popularizar o Bharatanatyam na sua forma atual. Dando nova vida e respeitabilidade.
Ela corrigiu a teoria da dança e da música; Trajes foram concebidos artisticamente; Escolheu joias requintadas e ornamentos; Colocou ênfase na seleção de padams e destacou o aspecto espiritual do conteúdo.
Ela também estabeleceu o Kalakshetra na formação de alunos na arte do Bharatanatyam. Kalakshetra colocou ênfase para movimentos corretos e um treinamento completo.



Padma Subramanyam: dançarina impecável, coreógrafa, compositora, cantora, professora e autora. Dra. Ela é um dos dançarinos mais respeitados e de renome no Bharatanatyam da Índia.
Atualmente é diretora da "Nrutyodaya", uma escola de dança que foi fundada por seu pai no ano de 1942.




Alarmel Valli: é a principal defensora da tradição Pandanallur no Bharatanatyam.
Se tornou a bailarina mais jovem a receber o Padma Shri. Ela já se apresentou em quase todos os grandes festivais na Índia e também já mostrou seu talento na maioria das capitais culturais do mundo.






Mrinalini Sarabhai: começou sob os olhos de Muthukumaran Pillai. Seus outros gurus foram Meenakshi Sundaram Pillai, Ellapa Pillai e Chokalingam Pillai.
Coreografou alguns dramas de dança de sucesso. Começou um instituto de formação Bharatanatyam chamado "Darpana" em 1948.




 
Mallika Sarabhai: uma dançarina aclamada, e também uma cineasta talentosa, ativista social, e ex-aluna de IIM Ahmedabad, também destaca-se como atriz, escritora e editora. É mestre em Bharatnatyam e Kuchipudi.
Ela recebeu o "Palme d'Or '', a mais alta condecoração civil da França.
É filha da também grande dançarina Mrinalini.





Bala Saraswati: a rainha do Bharatnatyam. 
Considerada como um dos melhores dançarinos de Bharatanatyam no país. Começou nesta arte aos 7 anos de idade.
Também foi uma cantora aclamada e alcançou grande fama e sucesso de nível global também com sua performance no Festival de Edimburgo.




Bharatanatyam, já foi retratado em algumas cenas, musicas... de longas de bolly. Confere:
Sringaram (Tamil, 2006); Sagara Sangamam (Telegu, 1983); Thooval Kottaram (Malayalam, 1996); Padikkadha Medhai (Tamil, 1960); Chandramukhi (Tamil, 2005); Bhool Bhulaiyaa (Hindi, 2007); Manichitrathazhu (Malayalam, 1993); Kadhalan (Tamil, 1994); Sri Raghavendrar (Tamil, 1985).
Com uma certa popularização da dança, hoje há institutos acadêmicos de dança comercializados em muitos países, em prol de aprender o Bharatanatyam.

Por fim, o Bharatnatyam é considerado a Mãe da das outras danças clássicas indianas e inspira outras formas de arte, como esculturas, pinturas, por exemplo.

Deixo pra vocês aqui, um vídeo de um espetáculo/performance de Bharatanatyam feito pelas alunas e alunos da Kalarpana - Institute of Bharatanatyam, fundado pela atriz e dançarina Shobana (que também participa do espetáculo). O nome do musical é Maya Ravana - In The Spirit Of The Ramayan.
LINK: https://www.youtube.com/watch?v=NJdaesRq1fA

(IMAGENS RETIRADAS DA INTERNET)

Espero que tenham gostado!

Namaste!

Seguidores

 
2011 Template Gorjuss Slide / Elke di Barros / Templates e Acessórios